Mais de 60 trabalhos foram submetidos para o II Congresso Internacional de Enfrentamento à Fome e à Desinformação, que decorrerá, no Mindelo, no inicio da próxima semana, co-organizada pela Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) e duas universidades brasileiras.
Em declarações à Inforpress, o investigador da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), João Almeida Medina, explicou que a abertura do congresso será feita com uma conferência no Centro Cultural do Mindelo, proferida pelo director da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Eduardo Vera-Cruz
“Temos mais de 60 trabalhos inscritos e cerca de duas dezenas de investigadores de França, Brasil, Moçambique, Cabo Verde, Espanha, Portugal que vão participar nas mesas redondas”, informou João Almeida Medina.
Conforme a mesma fonte, o congresso será desenvolvido em torno de três mesas-redondas, com destaque para os temas “Africanidades, imaginários e futuros possíveis: Comunicação, fome, uma ponte para a África”, “Inteligência Artificial e Desinformação: Democracia e Humanidade em risco?” e “Africanidades e história: Travessias e Pontes Cabo Verde-Brasil-Cabo Verde”.
A coordenação-geral do evento é constituída por João Almeida Medina, enquanto investigador da Uni-CV, e pelas investigadoras brasileiras Marialva Barbosa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Ana Regina Rêgo, da Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Conforme os organizadores, o II Congresso Internacional de Enfrentamento à Fome e à Desinformação nasce da consolidação de um processo de cooperação académica internacional, construído a partir da convergência entre dois grandes projectos internacionais de investigação.
Ambos são desenvolvidos a partir do Brasil e dedicados à compreensão crítica de problemas que atravessam a humanidade contemporânea, nomeadamente a fome, as crises climáticas e a desinformação”.
“Neste contexto, a fome e a desinformação deixam de ser problemas isolados para constituírem fenómenos profundamente interligados nas sociedades plataformizadas contemporâneas”, justificou, em nota, a organização.
A mesma fonte indicou que a circulação de desinformação afecta directamente políticas públicas de segurança alimentar, programas sociais, campanhas de vacinação, debates ambientais e estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas.
Além disso, acrescentou, populações submetidas à pobreza, à exclusão social e à insegurança alimentar tornam-se mais vulneráveis à precarização informacional e às dinâmicas de manipulação promovidas pelas plataformas digitais.
O II Congresso Internacional de Enfrentamento à Fome e à Desinformação decorre na segunda-feira, 12, e na terça-feira, 13, no Centro Cultural do Mindelo, em São Vicente.
Fonte: Inforpress // Redação tIver