O ministro da Saúde, Lúcio Miranda Fernandes, reconheceu , no Mindelo, a necessidade de reforçar o contingente de médicos, enfermeiros e técnicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), garantindo empenho do Governo para suprir o défice.
O governante fez estas declarações à imprensa no Centro Ocupacional de Ribeira de Vinha, em São Vicente, após visitar a delegacia de saúde, a câmara municipal e as obras de construção do Centro de Saúde de Monte Sossego.
Estas instituições integram o roteiro de visitas que o ministro realiza até quarta-feira, no âmbito da preparação do debate parlamentar sobre o Estado da Nação.
Segundo Lúcio Fernandes, o objectivo destas visitas é conhecer o funcionamento das estruturas de saúde em todo o país, identificar os principais constrangimentos e definir as áreas em que o Ministério da Saúde pode intervir para melhorar a prestação dos serviços.
“O principal problema que encontramos é a falta de recursos humanos. Há necessidade de mais médicos, mais enfermeiros, técnicos de farmácia, técnicos de laboratório e outros profissionais para o Serviço Nacional de Saúde. Vamos envidar todos os esforços para resolver estes problemas a nível nacional”, afirmou.
Relativamente ao Centro de Saúde de Monte Sossego, o ministro reconheceu que a empreitada “ainda necessita de alguns trabalhos”, pelo que, nesta fase, “não existe uma data definida para a conclusão da obra”.
Lúcio Fernandes explicou, no entanto, que, depois da conclusão da construção, será necessário garantir o equipamento e o mobiliário da unidade sanitária, uma vez que esses investimentos não estão contemplados no orçamento da empreitada.
“Nesta fase vamos avaliar todas as necessidades do centro para mobilizar os recursos necessários e garantir que a infraestrutura fique devidamente equipada”, assegurou.
Durante a visita ao Centro Ocupacional de Ribeira de Vinha, o ministro comparou as condições da instituição com as da Granja de São Filipe, na cidade da Praia, considerando que o espaço visitado dispõe de “melhores condições infraestruturais”.
Neste sentido, afirmou que há necessidade de dotar a Granja de São Filipe de infraestruturas semelhantes para poder melhorar a qualidade dos serviços prestados.
Lúcio Fernandes apontou ainda a necessidade de rever o protocolo de admissão dos utentes no Centro Ocupacional de Ribeira de Vinha, que classificou de “excessivamente burocrático”, defendendo procedimentos mais simples para “facilitar o internamento” das pessoas que necessitam dos serviços do centro.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver