O candidato da UCID às legislativas de 17 de Maio, João Luís, acusou no domingo os sucessivos governos do PAICV e do MPD de não investirem em Santiago Norte, apesar dos elevados recursos financeiros disponíveis ao longo dos anos. João Luís falava em Assomada, durante a apresentação da lista da União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID) para a região, liderada por Adelgisa Monteiro.
Segundo o candidato, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), durante 15 anos de governação, dispôs de cerca de 600 milhões de contos, enquanto o Movimento para a Democracia (MpD), em 10 anos, teve à sua disposição mil milhões de contos, sem que esses montantes se tenham traduzido em melhorias significativas para Santiago Norte.
O cabeça-de-lista apontou carências na região, nomeadamente a falta de investimento nos sectores das pescas, agricultura e cultura, com destaque para tradições como o batuque, bem como fragilidades no ensino, saúde, segurança e habitação.
“Tiveram tempo, recursos financeiros e humanos e não se interessaram em ver Santiago Norte a fluir”, afirmou.
João Luís apelou ainda aos eleitores para mostrarem um “cartão vermelho” aos dois partidos que já governaram o país, alertando para o que considerou serem “promessas ilusórias”, como a redução dos preços dos transportes aéreos para cinco mil escudos e marítimos para 500 escudos.
De acordo com o candidato, a concretização dessas medidas implicaria uma “subida vertiginosa” dos impostos, algo que, disse, “os cabo-verdianos já não suportam”.
O responsável referiu também declarações de outro concorrente, que terá admitido que “estar na campanha é uma coisa e estar a governar é outra”, para justificar o incumprimento de promessas.
Após cinco dias fora do círculo eleitoral pelo qual é cabeça-de-lista, João Luís regressou hoje a São Vicente, onde tem agendados contactos porta-a-porta e um comício na zona de São Pedro.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver