O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça‑feira que “a iniciativa [da guerra] já não está nas mãos de Putin”, mas que, apesar de perder “30 mil soldados por mês” o Presidente russo “não quer parar”.
Zelensky esteve em Washington para se reunir com o Presdiente norte-americano, Donald Trump, e assistir às cerimónias fúnebres do senador pró-ucraniano Lindsey Graham.
O Presidente ucraniano garantiu ter obtido do seu homólogo norte-americano, durante o encontro na Casa Branca, as licenças para a coprodução de mísseis intercetores Patriot, vitais para a defesa antiaérea de Kiev.
Por seu lado, Donald Trump afirmou que “correu muito bem” o encontro com o Presidente ucraniano.
Segundo a ONU, junho foi o mês mais mortífero para civis ucranianos desde abril de 2022, devido ao aumento de ataques russos com mísseis balísticos, mais difíceis de intercetar.
Apenas os sistemas Patriot norte-americanos conseguem abatê-los, mas a Ucrânia enfrenta uma grave escassez de mísseis PAC-3, agravada pela guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro.
Um alto responsável ucraniano disse à agência France-Presse que Moscovo pretende intensificar os ataques, com o envio de novos lançadores balísticos para junto da fronteira e aguardando em agosto entregas adicionais provenientes da Coreia do Norte.
Zelensky afirmou ainda que a reunião de terça-feira foi também ocasião para falar de “diplomacia”, e que é “importante que o processo diplomático seja revivificado” para pôr fim ao conflito, escreveu na rede social X.
Lusa