O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, defendeu hoje um cessar-fogo no Líbano, onde Israel mantém a ofensiva contra o Hezbollah, por considerar ser “tão importante” como no Irão.
“A companho de perto a situação no Líbano e a instauração de um cessar-fogo nesse país, uma questão primordial para nós”, afirmou Ghalibaf numa mensagem em que transmitiu uma conversa telefónica com o homólogo libanês, Nabih Berri.
A figura ascendente da República Islâmica disse que estavam a ser feitos esforços para “obrigar os inimigos a instaurar um cessar-fogo permanente em todas as zonas de conflito”, em conformidade com a trégua com os Estados Unidos.
Ghalibaf referia-se ao acordo de 08 de abril que permitiu cessar-fogo de duas semanas para que Teerão e Washington pudessem negociar o fim da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.
Israel recusou incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo e continuou com a ofensiva contra o grupo libanês xiita Hezbollah, apoiado pelo Irão, tendo concordado em negociar com Beirute com mediação norte-americana.
“Para nós, um cessar-fogo no Líbano é tão importante quanto um cessar-fogo no Irão”, afirmou o presidente do parlamento iraniano na mensagem que publicou nas redes sociais, citada pela agência de notícas France-Presse (AFP).
Ghalibaf condenou “o martírio do povo oprimido e resiliente do Líbano, em particular dos bravos combatentes do Hezbollah”, e manifestou-se confiante de que “o resultado será certamente a vitória”.
Nabih Berri agradeceu os esforços iranianos “em prol de um cessar-fogo no Líbano” e acusou Israel de estar “a cometer um crime” no país e de procurar deslocar o povo libanês.
“Até à data, mais de 1,2 milhões de libaneses foram deslocados”, afirmou, citado na mensagem divulgada por Ghalibaf.
O Líbano foi arrastado para a guerra em curso no Médio Oriente pelo Hezbollah, que atacou Israel em solidariedade com o Irão, após a ofensiva israelo-americana contra Teerão.
Israel alegou que os ataques do Hezbollah constituíam uma violação do cessar-fogo de novembro de 2024, que tinha interrompido a guerra que ocorria então no sul do Líbano desde outubro de 2023.
No dia em que Estados Unidos e Irão concordaram com o cessar-fogo de duas semanas, Israel lançou ataques simultâneos em várias regiões do Libano, incluindo a capital, Beirute, que causaram pelo menos 357 mortos e mais de 1.200 feridos.
O Governo libanês apresentou na quarta-feira uma queixa na ONU contra Israel pelos ataques de 08 de abril, em que salientou que “o número de bombardeamentos atingiu aproximadamente uma centena em menos de dez minutos”.
As autoridades libanesas têm afirmado que o balanço desses ataques ainda é provisório por continuarem as operações para tentar identificar partes de corpos recolhidas nos locais bombardeados pelas forças israelitas.
Fonte: Notícias ao Minuto