A Cruz Vermelha de Cabo Verde promove uma acção de formação para reforçar as capacidades das suas estruturas locais em matéria de preparação e resposta a catástrofes, face aos fenómenos extremos que afectam o arquipélago.
Em declarações à Inforpress, o secretário-geral da instituição, Salomão Furtado, explicou que a iniciativa, que decorre de 27 de Julho a 01 de Agosto, reúne 45 participantes e incide sobre planeamento, gestão de riscos, coordenação operacional e resposta humanitária.
Segundo o responsável, a formação surge na sequência da tomada de posse dos novos membros dos órgãos sociais, eleitos durante a 13.ª Assembleia-geral, sendo considerada essencial para assegurar uma compreensão comum das prioridades estratégicas da organização.
Durante a semana serão abordadas matérias relacionadas com planeamento, gestão institucional, avaliação e mitigação de riscos, bem como preparação e resposta a desastres, com base nas experiências recentes da Cruz Vermelha em diferentes ilhas do país.
“Estamos a reforçar a capacidade estrutural e local em matéria de planificação, gestão, avaliação e mitigação de riscos, preparando melhor as nossas equipas para responder aos diferentes cenários”, realçou.
Conforme adiantou, a formação incorpora igualmente a análise das experiências acumuladas nas recentes operações realizadas em São Vicente e em Santiago Norte, permitindo retirar lições para aperfeiçoar futuras intervenções.
Salomão Furtado salientou que Cabo Verde, enquanto pequeno Estado insular, enfrenta desafios cada vez maiores decorrentes dos fenómenos climáticos extremos, tornando indispensável investir na preparação das equipas e das estruturas locais.
“Somos um país insular suscetível aos fenómenos extremos e, por isso, temos de reforçar continuamente as nossas capacidades de prevenção e resposta”, reconheceu.
Além da componente técnica, a formação pretende uniformizar procedimentos entre os diferentes conselhos locais da Cruz Vermelha e alinhar a actuação das estruturas com o plano estratégico da organização para o novo mandato.
O secretário-geral considerou que este alinhamento permitirá tornar a intervenção da instituição mais eficaz e coordenada em todo o território nacional.
Salomão Furtado sublinhou que a melhoria da capacidade das estruturas locais é fundamental para antecipar riscos, reforçar a prevenção e responder de forma mais eficaz aos fenómenos extremos que afectam Cabo Verde.
“Queremos melhorar a capacidade estrutural e local em matéria de planificação, gestão e mitigação de riscos, sensibilizando igualmente para os fenómenos extremos que fazem parte da realidade de um país insular como Cabo Verde.”
Fonte: Inforpress // Redação Tiver