A técnica superior do Museu do Banco de Cabo Verde (MBCV), Dúnia Pereira, apontou hoje que um dos principais desafios da instituição reside em tornar o espaço mais inclusivo, acessível e perto das comunidades.
A responsável prestou estas declarações à imprensa, à margem da sessão de abertura do Fórum dos Museus 2026, promovido pelo Banco de Cabo Verde (BCV) sob o lema “Museus unindo um mundo dividido”, integrado nas celebrações do 50.º aniversário do banco central e no 3.º aniversário do MBCV.
Segundo Dúnia Pereira, o encontro visa incentivar a reflexão, a partilha de boas práticas e a cooperação entre profissionais do sector, investigadores e agentes culturais nacionais e internacionais, abordando o contributo dos museus para a cidadania e para a construção de sociedades inclusivas.
Criado há três anos, o Museu Banco de Cabo Verde tem por missão valorizar o património cultural, a promoção do conhecimento e o fortalecimento do papel dos museus enquanto espaços vivos de cidadania, educação e desenvolvimento.
Dúnia Pereira adiantou que neste momento, está patente a exposição permanente sobre a evolução e a história da moeda e notas, que tem despertado muitas curiosidades dos visitantes e do Banco Nacional Ultramarino, que foi o primeiro banco em Cabo Verde.
“A história do nosso povo está aqui contada no Museu do Banco de Cabo Verde, e é importante que as pessoas venham cá para conhecer a história da numismática em Cabo Verde, que desde o seu descobrimento já utiliza numerário”, apontou.
Para responder às exigências de acessibilidade, a responsável adiantou que a instituição está a implementar a virtualização do acervo e a introdução de áudio-guias vocacionados para visitantes com necessidades especiais.
Para Dúnia Pereira, é essencial que os cabo-verdianos conheçam esse marco nacional, sendo que a história da moeda conta um pouco da história do povo cabo-verdiano, onde durante esses 50 anos tiveram um processo de desenvolvimento sempre lado a lado.
“Será muito interessante que venham conhecer um pouco dessa história nacional (…) portanto, ainda há muita história para contar e gostaríamos de receber efetivamente os cabo-verdianos neste espaço que é um espaço nosso. É esse o papel do museu, ser um espaço de pertença onde cada cabo-verdiano deve sentir-se em casa”, concluiu.
A programação inclui uma palestra inaugural de carácter magistral, subordinada aos temas “O papel transformador dos museus: Unir um mundo dividido” e “O design da moeda como expressão de identidade nacional e memória colectiva”.
O evento reúne especialistas, investigadores e instituições de referência para discutir os desafios e oportunidades que se colocam aos museus e ao património cultural na sociedade contemporânea.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver