“GRANDE HONRA REPRESENTAR PAÍS EM CANNES COM MÃE PRETINHA” P. SILVA

A realizadora mindelense Patrícia Silva, acredita ser uma “grande honra” poder representar o País no Festival de Cannes, em França, com a curta-metragem “Mãe Pretinha”. Um trabalho que aborda desigualdades sociais e o papel do programa de cantinas escolares.

 Quase tudo está a postos para a deslocação de Patrícia Silva à França e poder participar num dos maiores festivais do cinema do mundo e levar o nome de Cabo Verde “mais longe”, com “Mãe Pretinha”, que vai ser exibido no Pavilhão de Filmes Africanos do Cannes, de 21 a 25 do corrente mês.

“Neste momento, estou a contar com o apoio do Ministério da Cultura e acredito que tudo vai correr bem para obter o visto”, sublinhou Patrícia Silva, que se diz “muito honrada” pelo seu filme ter sido escolhido e ser um dos representantes do País neste “grande festival”.

Até porque, indicou, nunca pensou que o filme de 09 minutos e gravado praticamente num dia pudesse chegar tão longe.

“Comecei a pensar em o fazer, depois que o meu compadre me contou uma história sobre a sua infância e que sempre ansiava pelo momento da comida na escola, já que a sua família tinha muitas dificuldades”, explicou. Desta forma, trouxe para as telas o “Mãe Pretinha”, que usando o nome dado, na gíria popular, à panela para cozer os alimentos à lenha, questiona até que ponto o programa das cantinas escolares sustenta a dieta alimentar de várias crianças em Cabo Verde.

O “Mãe Pretinha” tem a direção de Patrícia Silva e Marco Rendall, roteiro escrito por Patrícia Silva e Delson Samiro, direcção de fotografia e edição de Reginaldo Cruz, direcção de som de Dénis Ribeiro e na produção também Patrícia Silva, Frederico Oliveira e Emília Wojciechowska, que tem sido a responsável pelas candidaturas do filme aos diversos festivais.

Fonte: Inforpress // Ad: Redação Tiver

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