A presidente do Instituto Nacional de Gestão do Território (INGT) afirmou que a instituição pretende elaborar um documento orientador que sirva de base à definição de uma política e estratégia de adaptação às alterações climáticas em Cabo Verde.
Ilce Amarante falava à margem da mesa redonda de parceiros para a discussão da Resiliência Insular, um encontro que, apesar de decorrer à porta fechada, marca o arranque de um projecto estruturante para a forma como o país encara o território e os desafios climáticos.
Segundo explicou, a iniciativa resulta de uma parceria com o Instituto Politécnico de Bragança (Portugal), em articulação com o Ministério das Infraestruturas e outros membros do Governo, visando garantir assistência técnica e científica às instituições nacionais, com enfoque em soluções tecnológicas e baseadas na natureza.
A presidente do INGT destacou a importância do envolvimento dos municípios e parceiros de financiamento, defendendo uma construção conjunta desde o início.
“Temos de deixar de reagir e começar a planear e a prever”, afirmou.
No âmbito do encontro, indicou que será analisado um ‘draft’ já elaborado com contributos de especialistas nacionais e internacionais, com vista à produção de um documento mais robusto que poderá orientar a política do Governo para a resiliência territorial e climática.
Ilce Amarante lembrou ainda que o país já dispõe de instrumentos neste domínio, sublinhando que a recuperação pós-desastre é um processo contínuo que exige melhor planeamento e coordenação.
Por seu lado, o presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Domingos Tavares, afirmou que já existe uma estratégia de adaptação às alterações climáticas, mas avançou que o encontro deverá contribuir para a sua actualização.
Segundo o responsável, está também em desenvolvimento um sistema de alerta precoce, com o objectivo de melhorar a previsão de eventos, a comunicação à população e a adopção de medidas preventivas.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver