O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano advertiu hoje que haverá consequências para os países que aderirem à campanha de pressão económica dos Estados Unidos contra a República Islâmica.
A advertência de Teerão tem lugar no dia em que está previsto Washington anunciar novas medidas destinadas a isolar a economia iraniana, no quadro da grande “ofensiva económica” anunciada na semana passada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.
Já no sábado, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezai, advertiu que todos os países que participem na imposição de restrições económicas serão considerados inimigos do país.
Por seu lado, também os Estados Unidos advertiram que os aliados que não apoiarem a ofensiva económica contra Terrão serão considerados “contra Washington” e garantiram que qualquer país que permita às instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais iranianas “qualquer tipo de tábua de salvação” ao Irão enfrentará, por sua vez, consequências económicas.
Também na conferência de imprensa semanal, em Teerão, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano classificou como ilegal o anúncio feito pela França da expulsão de dois dos seus diplomatas, em retaliação à decisão de Teerão de não autorizar o regresso de dois diplomatas franceses ao seu território.
Na semana passada, o Ministério tinha anunciado ter comunicado à França que dois diplomatas franceses, brevemente detidos em Teerão em julho por “por ingerência” antes de deixarem o país, não seriam autorizados a regressar ao Irão, tendo Paris, em retaliação, anunciado que dois diplomatas iranianos seriam expulsos “nos próximos dias”.
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