A República Democrática do Congo (RDC) e os combatentes do M23, apoiados pelo Ruanda, chegaram a acordo sobre um roteiro para as negociações de paz, segundo um comunicado conjunto emitido no final das discussões realizadas na Suíça.
As duas partes, que assinaram em dezembro um acordo de paz negociado pelos Estados Unidos, “elaboraram, em colaboração com os mediadores, um roteiro que define as etapas sucessivas e o calendário das negociações no âmbito do acordo-quadro de Doha”, refere o comunicado divulgado hoje pelo governo suíço, citado pela agência France-Presse.
As negociações, que decorreram à porta fechada entre 17 e 21 de agosto, contaram também com a presença de representantes dos Estados Unidos, do Qatar, da Suíça, da Comissão da União Africana e do Togo, que atuou como mediador da União Africana.
Ambas as partes declararam ter chegado a acordo quanto à importância de um método padronizado para comunicar alegações de violações do cessar-fogo.
Está prevista para segunda-feira, em Minembwe, na província de Kivu do Sul, na RDC, uma primeira missão de verificação do cessar-fogo, de acordo com o comunicado.
As partes concordaram igualmente em criar um “mecanismo encarregado de analisar os progressos alcançados e de identificar os desafios relacionados com a implementação das obrigações e dos compromissos assumidos ao abrigo do acordo-quadro de Doha”, especifica o documento.
O leste da RDC é palco de conflitos há mais de 30 anos. Nas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, o exército congolês enfrenta o grupo armado antigovernamental M23, que, desde 2021, tomou o controlo de vastas áreas nas províncias de Kivu do Norte (leste) e Ituri (nordeste), com o apoio do Ruanda e do seu exército.
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