PROFISSIONAIS DA SAÚDE ANUNCIAM GREVE NOS DIAS 2 E 3 DE MAIO

O Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Financeiras acusou o Governo de incumprimento do acordo com profissionais da Saúde de diferentes ilhas de Cabo Verde. Face a essa situação, esse sindicato anunciou a realização de uma greve nacional nos dias 2 e 3 de Maio.

O anúncio da greve surgiu após o incumprimento do acordo assinado com o Governo de Cabo Verde, no dia 14 de Novembro de 2023, que consta entre muitas regalias, os compromissos do Governo através do Ministério da Saúde.

 “O governo se comprometeu em efetivar a integração dos médicos com curso de especialidade nos termos do decreto lei 10/2021 de 2 de fevereiro, até 30 de dezembro de 2023 com efeito retroativo á 3 de fevereiro de 2021. Este compromisso, que não requer negociação, pois, trata-se de cumprimento da lei, até então não foi efetivado.

Aplicar o descanso semanal dos enfermeiros, nos termos estipulados pelo decreto-lei nº 21/2018 de 3 de maio, a partir de 1 de janeiro de 2024.

Este compromisso que, também, não requer negociação, pois, trata-se de cumprimento da lei, até então não foi efetivado na totalidade, a nível Nacional. Neste quesito, nota-se uma incapacidade de se fazer os serviços cumprirem com as determinações do MS”. – SINDICALISTA

As acusações não pararam por aí, o mesmo referiu que em matéria da reclassificação dos enfermeiros do quadro do Ministério da Saúde formados com grau de licenciatura, não foi cumprida, a aprovação do PCFR do pessoal do INSP no primeiro semestre de 2024 ficou pendente, para além de outros incumprimentos.

“Com relação a aprovação de novo estatuto dos Médicos e dos Enfermeiros com os respetivos Planos de Carreiras, funções e remunerações, os sindicatos preveem o incumprimento deste acordo,tendo em conta que até então os 7 sindicatos desconhecem o andamento do processo, este que requer ainda negociação e parecer dos Sindicatos, para ser publicado em junho de 2024.

O Governo se comprometeu em aprovar um novo quadro remuneratório em linha com as bases assentes na Lei de Bases do Emprego Público, aprovada pela Lei nº 20/X/2023, de 24 de março, no primeiro semestre de 2024. Desconhecemos a proposta do Governo, pois, entendemos que os valores devem ser, também, negociados com os Sindicatos”. – SINDICALISTA

Luís fontes, afirma que desconhece a proposta do Governo, e entende que os valores devem ser também negociados, já queos sete Sindicatos se sentem defraudados, fragilizados e desconsiderados.

A mesma fonte avançou ainda, que os Sindicatos estão sempre abertos para diálogo, desde que este traga, efetivamente, a resolução definitiva das questões levantadas.

Redação Tiver  

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